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ALPINISMO INDUSTRIAL

Ana Paula Venturini Bandeira

RESUMO

Este artigo traz um relato sobre a história do Alpinismo Industrial no mundo e no Brasil. As técnicas usadas tiveram início nos Estados Unidos na década de 30 e são utilizadas em vários segmentos como técnica opcional de trabalho em altura, principalmente para trabalhos em locais de difícil acesso, que demandam agilidade e pouco tempo de execução, além de apresentar custos mais baixos. As técnicas de acesso por corda atualmente são regulamentadas no Brasil de acordo com as normas NBR 15475, NBR 15595 e NR 35. Os profissionais de acesso por corda são qualificados e certificados por entidades homologadas pelo INMETRO. Atualmente, sob uma visão holística do processo, outro termo usado para definir o Alpinismo Industrial é Engenharia de Acesso. Este termo é mais amplo, pois não basta somente executar a atividade, é necessário avaliar a técnica mais adequada, mais segura com menor exposição do profissional aos riscos inerentes às atividades.

Palavras-chave: Alpinismo Industrial. Acesso por Corda. Engenharia de Acesso.

Introdução

A cada dia existe uma maior necessidade de solucionar problemas relacionados a atividades de trabalho, seja na área urbana ou industrial, assim como siderurgia e mineração. Muitas atividades são de risco, e colocam em jogo a vida dos profissionais que direta ou indiretamente estão ligados a ela.

Em atividades que envolvam altura, muitas são as técnicas usadas para acesso aos locais onde as tarefas precisam ser executadas. Uma das atividades que vem crescendo desde a década de1930 é o Alpinismo Industrial. Essa técnica tem como origem o acesso por corda que surgiu na década de 30 nos Estados Unidos e vem sendo desenvolvido e aprimorado no Brasil e no mundo desde então.

Apesar do nome, o Alpinismo Industrial não está relacionado somente às técnicas de alpinismo de montanha. E nos tempos atuais, existe uma visão mais abrangente que associa o Know-how dos engenheiros e profissionais de acesso por corda à escolha da técnica que reduza à exposição ao risco do profissional que executa a atividade.

Este artigo traz informações sobre o desenvolvimento das técnicas de Alpinismo Industrial e mostra sua evolução ao longo do tempo, sua importância para a solução de problemas envolvendo altura, dificuldade de acesso e complexidade na execução e análise dos riscos envolvidos, com soluções econômicas e viáveis em diversas áreas.

Desenvolvimento

No mundo, o Alpinismo Industrial teve seus primeiros registros na década de 30 na construção da represa de Hoover, situada no Rio Colorado, entre os estados de Nevada e Arizona. Os mineradores executavam as atividades de estabilização das paredes do desfiladeiro onde seria construída a represa e ficavam ancorados em uma única linha de vida. Durante essa atividade, os mineradores ascendiam com os equipamentos a serem utilizados e devido à segurança precária, essa atividade resultou em muitas vítimas (OLIVEIRA, et All, 2020).

O final da década de 70 marcou a utilização das técnicas de alpinismo na área urbana e industrial na França e Inglaterra, em atividades como estabilização de encostas e desprendimento de trechos de fachadas externas de prédios. Em meados de 1980, as técnicas de alpinismo industrial foram sendo aprimoradas até chegar ao que temos atualmente, e se basearam em um sistema desenvolvido pela espeleologia do final dos anos 60, com a adição de uma segunda corda de segurança, para que o sistema tivesse dois níveis de redundância, tornando-o adequado aos trabalhos em altura (SAMPAIO FILHO, 2012).

Segundo Hacker (2018), em 1987 a união de seis empresas inglesas, apoiadas pelo Governo Britânico e através do Health and Safety Executive – HSE, deu origem Rope Access Trade que originou o International Rope Access Trade Association – IRATA a fim de manter padrões operacionais e de segurança para as técnicas de acesso por cordas. Com a utilização cada vez mais crescente o governo inglês estabeleceu norma de acesso por corda (BS 7985) e outros países, como França, Alemanha, Austrália, Nova Zelândia, Romênia, Canadá, Noruega, África do Sul e EUA criaram organizações de padronização das técnicas, a partir de 1990.

A história do acesso por corda no Brasil se dá desde o final de 1993, sendo intensificado, em 1994, com a exploração e produção de petróleo e se encontra em constante evolução há mais de 25 anos. Porém a certificação brasileira foi criada somente em 2007, com a fundação da ANEAC – Associação Nacional das Empresas de Acesso por Corda, logo após a implantação das duas normas técnicas brasileiras acesso por corda pela ABNT, a NBR-15475 – Acesso por Corda – Qualificação e Certificação de pessoas e a NBR-15595 – Acesso por Corda – Procedimento para aplicação do método. Além dessas normas temos também a norma regulamentadora NR35 publicada em 2012 pelo Ministério do Trabalho que regulamenta o Trabalho em Altura em um contexto mais abrangente.

As principais organizações de acesso por corda no Brasil e no mundo são:

Sigla

Descrição

Origem

ANEAC

Associação Nacional de Acesso por Corda

Brasil

ANETVA

Asociacion Nacional de Empresas de Trabjos Verticales y em Altura

Espanha

FISAT e.V

Fach- und Interessenverband für seilunterstützte Arbeitstechniken e.V.

Alemanha

IRAA

Industrial Rope Access Association

Austrália

IRATA

Industrial Rope Access and Trade Associatio

País de Gales

SPRAT

Society of Professional Rope Access Technicians

USA

SOFT

Norway Industrial Rope Access Association

Noruega

SAIRAA 

South African Industrial Rope Access

África do Sul

SNETAC

Association Syndicat National des Entreprises de Travaux d’Accès Difficiles

França

SAMPAIO FILHO (2007), adaptado pelo autor.

Um profissional de acesso por corda deve ter uma certificação por um órgão acreditado pelo INMETRO. A ANEAC, em conformidade com a ISO17024:2004, homologa Centros de Treinamento no Brasil e certifica profissionais em acesso por corda conforme as exigências descritas no item 5 da NBR 15475:2015, a seguir:

“5.1 Nível 1

5.1.1 Profissional com qualificação básica, que possui habilidades para trabalhar com segurança dentro de uma variedade de sistemas empregados em acesso por corda, sob a supervisão de um nível 2 ou nível 3.

5.2 Nível 2

5.2.1 Profissional com qualificação intermediária, que além das habilidades do nível 1, deve possuir habilidades necessárias para planejar e supervisionar somente trabalhos verticais simples de acesso por corda em ambientes urbanos, e trabalhos complexos sob a supervisão remota ou direta de um profissional nível 3.

5.3 Nível 3

5.3.1 Uma pessoa certificada para o nível 3 deve ser capaz de assumir total responsabilidade por projetos de acesso por corda.

5.3.2 Uma pessoa certificada para o nível 3 de acesso por corda deve: a) ser capaz de assumir responsabilidade por planejamento e execução de trabalhos de acesso por corda; b) possuir experiência em técnicas de trabalho por acesso por corda e conhecimentos sobre análise de risco e legislação; c) possuir domínio de técnicas de resgate por acesso por corda inerente à atividade; d) possuir treinamento de primeiros socorros.”

As técnicas em acesso por cordas podem ser usadas em atividades de vários segmentos, como montagem de estruturas, inspeção e ensaios de estruturas, ensaios não-destrutivos, espaços confinados, construção civil, elétrica e mecânica, atividades de reparo, manutenção, pintura e limpeza, instalações em geral, engenharia Geotécnica, instalação e inspeção de linhas de vida, içamento de cargas, resgate entre outras.

Fatores de caráter técnico e econômico levaram à crescente expansão do uso desta técnica na indústria. Entre eles pode-se citar: redução de acidentes, maior controle e gerenciamento de risco, redução de custo e tempo para a execução e aumento de produtividade em trabalhos considerados críticos e de difícil acesso, inspeções internas e externas de equipamentos. Deve ficar claro que o acesso por cordas não elimina o uso de outras técnicas de acesso, porém o uso de equipamentos específicos e cordas para acesso proporciona maior mobilidade e facilita o deslocamento do profissional que executa a atividade entre pontos de difícil acesso.

Desde a década de 2000, o acesso por cordas, passou a ser uma exigência para os trabalhos na indústria brasileira e plataformas de petróleo, culminando em um segmento, que hoje Sampaio Filho (2012) denomina como Engenharia de Acesso. Para ele a Engenharia de Acesso corresponde a todo serviço que envolva risco na execução ou dificuldade de acesso. Essa atividade envolve equipamentos de ascensão e descenção para atividades em altura, resgate e espaço confinado. Não basta ser apenas um profissional de acesso por corda, é necessário que o profissional responsável tenha uma visão holística do processo.

Se nos reportarmos às ferramentas de qualidade pode-se dizer que a Engenharia de Acesso se assemelha à ferramenta FLPS – Fronting Loding Problem Solving (Antecipação na Resolução de Problemas) (BANDEIRA, 2003), pois antes da execução de uma atividade são analisados os riscos, as melhores técnicas de acesso, a gestão dos equipamentos envolvidos, o tipo de qualificação do profissional adequado à execução, antes mesmo da atividade ser iniciada, a fim de que prevaleça a segurança e a integridade física do trabalhador, propondo soluções que atendendam a legislação e normas vigentes. A FLPS é, portanto, uma ferramenta adequada, não somente à qualidade, mas a todos os setores da Engenharia.

Conclusão

Por meio desse estudo pode-se considerar que essas técnicas têm auxiliado tanto as empresas quanto os profissionais que precisam dar soluções e preservar a saúde dos trabalhadores. É um estudo preliminar que traz um breve histórico dessas técnicas, considerando as principais fontes de informação existentes na bibliografia.

Este artigo mostra como o Alpinismo Industrial cresceu ao longo dos anos e suas vantagens. Traz também uma evolução da técnica para diversas áreas da Engenharia, principalmente para a Engenharia de Segurança, com a visão holística do processo.

Vale ressaltar que questões organizacionais e gerenciais são a raiz das análises e, as decisões dependem de experiência e conhecimento das técnicas de segurança e serviços em altura, sendo possível aplicação de conhecimentos de engenharia e qualidade referentes a atividades específicas.

REFERÊNCIAS

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 15595: acesso por corda – Procedimento para aplicação do método. Rio de Janeiro: ABNT, 2008. 

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 15475: certificação e capacitação de profissionais de Acesso por Corda. Rio de Janeiro: ABNT, 2013.

BANDEIRA, Ana Paula Venturini. Aplicação do Ecodesign em Empresa Mineira e a Percepção dos Funcionários: Um Estudo de Caso. Dissertação de mestrado em Engenharia de Produção. UFMG, Belo Horizonte, Minas Gerais, 2003. Disponível em: < https://repositorio.ufmg.br/browse?type=author&value=Ana+Paula+ Venturini+Bandeira >. Acesso em Dez 2021

BRASIL. MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO. Secretaria de Inspeção do Trabalho. Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho. NR -35: trabalho em altura comentada. Brasília: SIT/DSST, 2013. 

BRASIL. MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO. Norma regulamentadora n. 35 – NR35: trabalho em altura, 2014a. Disponível em: < http://portal.mte.gov.br/seguranca-esaude-no-trabalho/normatizacao/normas-regulamentadoras/norma-regulamentadora-n-35- trabalho-em-altura>. Acesso em Dez. 2021.

CAMPOS, Elmer. Tudo sobre alpinismo industrial. 2019. Disponível em: https://ctank.com.br/tudo-sobre-alpinismo-industrial/>. Acesso em: Dez 2021.

HACKER, Natalia Laubmeyer Alves. Saúde e trabalho de risco: sentidos da atividade no alpinismo industrial. 2018. 129 f. Dissertação (Mestrado em Saúde Pública) – Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro, 2018. Disponível em: https://www.arca.fiocruz.br/handle/icict/27005. Acesso em: Nov. 2021.

OLIVEIRA, Aline Alves, at. All. Inspeção de manifestações patológicas em fachadas utilizando aeronaves remotamente pilotadas. São Paulo 2020

SAMPAIO-FILHO, R. O. S. Uma Abordagem prática da utilização da técnica de acesso por corda pelos integrantes do serviço próprio de inspeção de equipamentos. 9a. COTEQ – Conferência Internacional sobre Tecnologia de Equipamentos, Salvador-BA, junho, 2007. 

SAMPAIO-FILHO, R. O. S. Inspeção de equipamentos e tubulações utilizando a técnica de acesso por corda. XXX – Congresso Nacional de Ensaios Não Destrutivos e Inspeção, São Paulo, 2012.

SAMPAIO-FILHO, R. O. S. Principais pontos e aplicação das normas brasileiras de acesso por corda. 10.a COTEQ – Conferência sobre Tecnologia de Equipamentos, Salvador da Bahia, 12-15 maio, 2009.

SILVA, Cesar Albertoni. Disponível em: < https://caesarvertical.com.br >. Acesso em: Nov. 2020.

 

Retenção de quedas – Conquista professional

    Saiba todos os detalhes sobre Retenção de Queda para uso em Altura, com o especialista Marcos Amazonas, responsável pelo Setor Conquista Professional.

    Ele é o responsável junto a Edemilson Padilha pelo Desenvolvimento e Criação dos Equipamentos de Trabalho de Altura

    Todos os equipamentos de altura possuem Certificação CA, UIAA, Certificação de Qualidade ISO9001

    Retenção de Queda – Parte 1
    Com Marcos Amazonas

     

    Retenção de Queda – Parte 2
    Com Marcos Amazonas

  • Matriz Leta – Previna os riscos de Altura

    Matriz Leta

    Está a ideia central da Matriz LETA*:

    Pensando em diagnose (mapeamento) para trabalhos em altura – está sendo desenvolvida uma ferramenta específica para quantificar o risco de queda com diferença de nível.
    Dentre as buscas para a Matriz LETA estão: garantir de que o registro estabelecido está sendo cumprido, saber o nível de exposição hoje, para se construir e buscar uma meta futura de melhoria. Estas são uma constante para o trabalho em altura, o eSocial busca por melhoria continua. Com a Matriz LETA, começa um registro que pode orientar ações futuras e porque não, justificar abatimento em recolhimentos compulsórios.
    * LETA é a sigla para: local que evita o trabalho em altura. Para NR-35 e para a Matriz a meta sempre será esta – descaracterizar totalmente a exposição ao risco de queda com diferença de nível.
    Registro do risco:
    O risco existe, é preciso fazer um registro consciente deste. Em uma avaliação de riscos apenas dizer que o trabalho engloba atividade em altura é muito genérico, existem trabalhos em altura com risco menor ou maior.
    Registro e mensuração – estes os aspectos que a Matriz LETA busca amparar com especificidade para o trabalho em altura, isto vai poder justificar o tratamento do risco na busca de diminuição deste. A Matriz LETA pode somar a ferramentas e matrizes de análise de risco (AR) consagradas já utilizadas pelas empresas.
    O risco representado por minha (nossa) percepção – tem sua base em:
    • Conhecimento / simbologia;
    • Prática / vivência;
    • Valores / interesses.

    Como utilizar a Matriz LETA:
    • Temos como garantir um LETA?
    • Listamos todas as atividades em altura que realizamos?
    • Conhecemos cenários e frequência de atuação nestes?
    • Nós conhecemos as condições impeditivas? Estas condições impeditivas representam nossa realidade?
    • Conhecemos bem – tecnicamente, as pessoas envolvidas a cultura organizacional que estamos inseridos?
    • Garantimos a implementação da AR e temos processo de acompanhamento e melhoria desta?
    O mapeamento/diagnose do trabalho em altura da empresa será a informação para calcular a Matriz LETA. Esta diagnose geralmente traz também uma identificação do risco que poderá ser comparada com o resultado da Matriz LETA. Nesta diagnose devem ser contempladas por exemplo:
    • Quantas pessoas estão capacitadas na NR-35,
    • Quais são as diferentes atividades,
    • Quanto tempo é utilizado em cada atividade,
    • quais os equipamentos utilizados,
    • quais as soluções de sistemas de ancoragem adotadas,
    • dentre outras.
    A forma de registro e levantamento de dados para carregamento da Matriz não depende de regra única.
    Uma vez com este registro – pode se separar por trabalhador ou por atividade para quantificar resultados independentes e ou macro da atividade na empresa perante a Matriz LETA. Quanto menor o resultado numérico menor o risco.

    Leta

    * Linhas de vida vertical – estes sistemas na sua maioria aprovam utilização em FQ 2. Para tempo de acesso este deve ser o nivel utilizado. Caso utilize a linha de vida com sistema de retenção de queda e venha a otimizar o FQ durante a execução de um serviço devo considerar este tempo com o FQ menor identificado na realidade de trabalho.
    ** PTA – por envolver o cinto se torna um SPIQ. A queda pode ocorrer e preciso estar preparado para a retenção – ancoragem e impacto pessoa/sistema. A Matriz LETA opta por enquadrar a PTA no mesmo nivel de um FQ 1, mesmo sabendo que pode ocorrer um FQ maior.

    Descrição dos vetores do quadro da Matriz LETA:
    • Vertical – divisão em 7 tipos de SPQ relacionados gradualmente levando em conta suas características, consequências e nível do risco;
    • Horizontal – tempo de exposição envolvendo frequência e variação de probabilidade.

    descensorQUEDA DE ALTURA: ter um resultado baixo na Matriz LETA que não seja 0 (zero) é crítico por envolver trabalho em altura. Uma queda por menor que seja pode matar e ter um trabalho de menor risco não pode significar o retirar a atenção deste. Pelo contrário, o trabalho de maior risco mantém a atenção sempre em alta, o trabalho de menor risco gera uma falsa sensação de segurança que deve ser observada. Lembre queda de altura mata – não é porque o risco é menor que minha atenção deve ser menor.

     

    Vamos a alguns exemplos:

    Distribuição urbana de redes de telecomunicação:
    Trabalhador fica 6 horas por dia exposto ao risco de queda com diferença de nível – pelo procedimento da empresa, foi otimizado o risco de queda. Subidas e descidas somadas ao trabalho em FQ próximo a 2 tomam metade do tempo de exposição – a outra metade fica com um FQ 0 mais controlado.
    O resultado individual é o mesmo do que para o grupo de 100 pessoas, uma vez que a atividade é similar. Diminuir o tempo de exposição ou encontrar alternativas de menor risco pode ser possibilidade – por exemplo utilização de PTA.
    Matriz LETA
    FQ 2 x 3 horas (Matriz LETA 10).
    FQ 0 x 3 horas (Matriz LETA 6).
    Como o tempo é o mesmo para ambos podemos somar e dividir por 2 ou seja para a atividade Matriz LETA = 8.

    Cobrindo a rotina de 100 trabalhadores teremos uma Matriz LETA de 800 para a empresa.
    Se conseguirmos aumentar a produtividade com uma técnica de mesmo risco podemos diminuir o número de trabalhadores – por exemplo em 15% – ai teremos para a empresa uma Matriz LETA de 680.

    Manutenção de telhado:
    Trabalhador fica exposto 7 horas por dia, sendo 2 em acesso FQ 2 e as outras 5 com trabalho de restrição de movimentação com um SPIQ.
    Matriz LETA
    FQ 2 x 2 horas (Matriz LETA 10).
    FQ 0 x 5 horas (Matriz LETA 3).
    Como o tempo diferente o cálculo precisa ser proporcional (apenas matemático) o fator LETA 10 terá peso 2 e o fator LETA 3 terá peso 5. (2×10) + (5×3) / 7 fornecendo uma Matriz LETA = 5.
    Possibilidades para diminuir o risco – instalar escadas de acesso com corrimão, linhas de vida permanentes (restrição) no telhado. Alterar a restrição no telhado de SPIC para SPIQ dentre outras.

    Inspeção em conduto forçado de hidroelétrica:
    Trabalho realizado por montagem de andaime:
    30 trabalhadores x 8 horas dia x 14 dias = 3360 total de horas de exposição ao risco.
    Matriz LETA montagem de andaimes com técnica para garantir máximo de FQ – 1. (Matriz LETA 10).
    30 trabalhadores x 14 dias x 10
    Matriz LETA = 4200
    Outra opção é fazer a inspeção através da técnica de acesso por corda (sem andaimes) o que apresenta uma diminuição no tempo de exposição HH (horas homem), muito significativa.

    Trabalho realizado com acesso por cordas:
    5 trabalhadores x 8 horas dia x 2 dias = 80 total de horas de exposição ao risco.
    Matriz LETA técnica de acesso por corda FQ – 2. (Matriz LETA 10).
    5 trabalhadores x 2 dias x 10
    Matriz LETA = 100

    Marcos Amazonas
    Conclusões:
    Como visto a Matriz LETA não tem um formato único de utilização – o importante é gerar registros de como se chegou até o resultado para futuramente comparar este a novas realidades ou ao resultado de outras empresas.
    Utilize a Matriz LETA com responsabilidade – duvidas e críticas podem ser remetidas para: amazonas1973@gmail.com.br

     

     

     

    Siglas utilizadas:

    LETA – local que evita o trabalho em altura.
    SPQ – sistema de proteção contra queda. Ver abaixo que se divide em individual e coletivo.
    SPCQ – Sistema de Proteção Coletiva contra Queda. Pode ser de restrição de movimentação ou retenção de queda.
    SPIQ – Sistema de Proteção Individual contra Queda. Pode ser de restrição de movimentação ou retenção de queda.
    PTA – plataforma de trabalho aéreo
    FQ – fator de queda
    AR – análise de risco
    PT – permissão de trabalho;
    PO – procedimento operacional
    A Matriz LETA foi criada para gerar prevenção do trabalho em altura – conhecer mais para saber como proteger. A ideia do nome LETA vem do Guia de conscientização de trabalhos em altura da Animaseg. A intenção é dar simbologia e força a meta maior da NR-35 que é EVITAR o trabalho em altura – a Matriz LETA quer trazer um parâmetro claro para acompanhar o que a empresa tem feito para diminuição do risco de queda com diferença de nivel.
    Idealização da Matriz LETA: Marcos Amazonas
    Crédito para as ilustrações: R.M.Gussella Próxima Books

NR 35 | Entenda mais sobre essa norma para trabalho em altura

O que é NR 35 e como é aplicada no trabalho em altura?

A NR 35 trata-se de uma norma que entrou em vigor em 27/09/2012, pela portaria SIT nº. 313, de 23 de março de 2012, e estabelece os requisitos mínimos e as medidas de proteção para o trabalho em altura.

Ela envolve desde o planejamento, organização e a execução das atividades de trabalho em altura, de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores envolvidos direta ou indiretamente com as atividades.

E neste artigo iremos falar sobre quais são os riscos do trabalho em altura, os equipamentos de segurança recomendados pela norma e o por quê ter uma equipe de resposta a emergências.

Quais são os riscos do trabalho em altura que a NR 35 prevê

Os riscos do trabalho em altura que a NR 35 prevê estão relacionados com as condições impeditivas, riscos potenciais inerentes ao trabalho em altura e medidas de prevenção e controle, além de riscos envolvendo acidentes típicos. Estes acidentes podem ser quedas, choque elétrico e periculosidade relacionada ao trabalho em espaços confinados.

Lembrando que todo trabalho em altura deve ser planejado, organizado e executado por trabalhador capacitado e autorizado para a realização desta atividade. Sendo assim, todos os procedimentos de segurança devem ser levados em consideração para que os riscos citados acima não ocorram durante as atividades do trabalhador.

Além do que, medidas preventivas que minimizem o risco de queda dos trabalhadores, na impossibilidade de execução do trabalho de outra forma devem ser levadas em conta durante o desenvolvimento do plano de análise de risco utilizando a NR 35, para que a segurança do trabalhador possa ser mantida. Assim, a saúde do alpinista industrial também poderá estar garantida em espaços confinados.

Quais são os equipamentos de segurança recomendados pela NR 35

Os equipamentos de segurança recomendados por esta norma geralmente incluem: acessórios e sistemas de ancoragem, lembrando que a NR 35 dispõe que os EPIs devem ser especificados e selecionados considerando-se a sua eficiência, o conforto, a carga aplicada aos mesmos e o respectivo fator de segurança.

Na seleção dos EPIs devem ser considerados, além dos riscos a que o trabalhador está exposto, os riscos adicionais como fatores climáticos e ambientais e riscos envolvendo os fatores citados pela NR 35 trabalho em altura.

É importante que as condições ambientais sejam avaliadas, pois o trabalho realizado por alpinistas industriais em dias chuvosos apresenta alta probabilidade de descargas elétricas e impede que o serviço seja executado da maneira correta, pois coloca estes trabalhadores em risco, devido à frequência da queda de raios em edifícios e fachadas.

Portanto, na aquisição dos equipamentos de proteção individual (EPIs) devem ser efetuadas inspeções desses equipamentos, acessórios e sistemas de ancoragem, destinados à proteção de queda de altura, recusando-se os que apresentem defeitos ou deformações de qualquer natureza.

Para tanto, sempre fique atento se o fornecedor de equipamentos de proteção está certificado para a fabricação e distribuição destes produtos. Uma vez que os EPIs possuem também uma validade determinada, não se esqueça de verificar este prazo para que a segurança do trabalhador seja garantida durante a execução das atividades em altura.

Por que uma equipe de resposta a emergências é recomendada pela NR 35

Uma equipe de resposta a emergências é recomendada pela norma e devem ser garantidas pelo empregador, onde ele deve disponibilizar uma equipe para respostas em caso de emergências para serviço de trabalho em altura.

Lembrando que essa equipe de resposta a emergência em trabalho em altura poderá ser própria, externa ou composta pelos próprios trabalhadores que executam o trabalho em altura, sendo que as ações de respostas às emergências que envolvam o trabalho em altura devem constar no plano de análise de risco da empresa para serviço de trabalho em altura.

Como a elaboração do plano de análise de risco da NR 35 evita acidentes em altura?

Com a elaboração do plano de análise de risco, é possível que todos os fatores de risco possam ser previstos para o desenvolvimento das atividades em trabalho em altura, além de verificar as condições do trabalhador como, por exemplo, o seu estado de saúde e se está certificado para que as atividades da empresa de alpinismo industrial possam ser executadas com segurança, permitindo assim que seja realizado um serviço com qualidade e eficiência nas fachadas de prédios e indústrias.

Os benefícios do Alpinismo Industrial – Trabalho em altura

O Alpinismo Industrial é uma atividade profissional que exige muito esforço físico, precisão e conhecimento para executá-lo. Além disso, o alpinismo também é uma prática desportiva de alta montanha, como escaladas ou rapel para quem gosta de aventura. Já o alpinismo industrial é uma excelente maneira de otimizar tempo e espaço dentro de uma construção.

Vamos explicar…

Quando você pensa em uma obra, logo pensa em prazo. Quanto mais demorada for a construção, mais cobrança dos contratantes e mais investimento para a construtora em mão de obra.

Otimizar o tempo e o espaço é uma forma de modernizar os processos com foco no resultado final. Neste artigo, iremos mostrar como o Alpinismo Industrial pode ser uma boa opção para agilizar o andamento da sua construção.

A história do Alpinismo Industrial

Não é de hoje que essa prática foi adotada nas obras do mundo afora. A primeira vez que temos registrada foi em 1930, na construção da Represa de Hoover, localizada entre os estados de Nevada e Arizona, nos Estados Unidos.

Na época o trabalho foi realizado com sucesso por mineradores que utilizaram uma única corda como a linha de vida, o que infelizmente resultou em muitas vítimas.
Já no início dos anos 80, as possibilidades de utilizar o alpinismo como técnica para construção foram reconhecidas, aperfeiçoadas, e o método tornou-se comum na indústria da construção na Europa.

Foi aí que nasceu a profissão que mundialmente é conhecida como Rope Access, ou seja, acesso por corda – o nosso Alpinismo Industrial.

5 vantagens do Alpinismo Industrial

Sem dúvidas a otimização do tempo e do espaço da obra são as duas maiores vantagens do Alpinismo Industrial.

Através dessa estratégia, os trabalhadores conseguem alcançar locais de difícil acesso sem a necessidade de estruturas de apoio como andaimes, plataformas elevatórias ou bailéus, que muitas vezes exigem um espaço maior para serem utilizadas.

Vamos ver a seguir mais vantagens do Alpinismo Industrial:

  1. Custo-benefício: é um método econômico, porque não inclui a montagem e/ou desmontagem de andaimes, o que poupa tempo e necessita de menor quantidade de mão-de-obra;
  2. Eficiente e ágil: os sistemas são instalados e desmontados rapidamente, e permite ao técnico alcançar as áreas mais confinadas e inacessíveis de qualquer edifício ou estrutura;
  3. Segurança: segundo um estudo sobre Acidentes no Trabalho realizado pela IRATA (sigla em inglês para Associação Comercial de Alpinismo Industrial da Inglaterra), técnicos alpinistas que utilizam os EPIs adequados são os que aparecem com o menor risco de acidentes ou ferimentos;
  4. Versatilidade: no caso de torres de transmissão, aerogeradores ou ainda pontes, barragens e viadutos, o alpinismo industrial é a opção mais prática e vantajosa;
  5. Menor impacto visual: essa prática tem um menor impacto visual em estruturas e/ou edifícios, o que é importante principalmente em trabalhos com monumentos e estruturas históricas reduzindo o risco de danos de acabamento da fachada ou estrutura.

Cuidados com a Segurança no Trabalho em Altura

Para que tudo corra perfeitamente bem e você consiga obter vantagem de todos estes benefícios, você só precisa ficar atento aos equipamentos de segurança e à qualificação dos profissionais.
Aqui na Prometal EPIs, você encontra tudo que precisa para colocar esta prática em atividade na sua empresa, com a segurança e conforto de estar adquirindo os EPIs no lugar certo.

Os principais Equipamentos de Segurança para essa atividade são:

  • Ancoragem;
  • Cinto de Segurança (EPI);
  • Cinto de Segurança tipo Cadeirinha (EPI);
  • Conectores;
  • Cordas;
  • Escadas;
  • Polia;
  • Talabarte de Segurança;
  • Trava Queda;
  • Trava Queda Retrátil.

Além de, é claro, os EPIs comuns que todo funcionário de obra deve utilizar, como o calçado, o óculos de proteção, o capacete e as luvas de segurança.

Quem deve averiguar os equipamentos de segurança que a sua empresa precisa, é o profissional especializado em segurança do trabalho. Além disso, os equipamentos de proteção deverão constar no PPRA da empresa.

Promover a segurança e a saúde do trabalho no seu negócio é proporcionar aos seus colaboradores mais proteção e qualidade de vida.

São essas pequenas atitudes que possuem o potencial de alavancar a sua empresa.

Confira agora a Norma Regulamentadora 35: Trabalho em Altura e a Proteção dos Trabalhadores e mantenha o seu negócio sempre no topo.

 

Publicação original: Prometal EPIs

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